Branding ganha força na Black Friday

Branding ganha força na Black Friday

O preço continua sendo fundamental na decisão de compras na Black Friday, evento que vem se tornando um dos mais importantes para o varejo e que, no ano passado, faturou R$ 1,9 bilhão.

De acordo com levantamento do Google, realizada em parceria com a Provokers, sobre o comportamento do consumidor na data, o valor dos produtos é relevante como decisão para 49% das pessoas. No entanto, confiança na loja, 27%, e confiança na marca, 13%, vêm crescendo de forma considerável nos últimos anos.

“Vivemos uma evolução da forma como o consumidor brasileiro interage com a data. A preocupação com a credibilidade das empresas, sobretudo no pós-venda, torna-se algo cada vez mais importante. Logo, o fato de aparecer a confiança como ponto de preocupação tem feito com que muitas empresas não foquem apenas em campanhas de promoção, mas aumentem a inserção de itens como confiança, entrega, cumprimento de prazo”, diz Patricia Muratori, head de retail do Google.

A pesquisa ouviu cerca de 800 brasileiros que compram na internet, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, nas cinco regiões do país, durante o primeiro semestre. Entre outros itens identificados está o fato de o smartphone ser a principal fonte de pesquisa na loja física: 65% das pessoas usaram o dispositivo para fazer consultas de itens.

Além disso, o consumidor tem investido mais tempo na pesquisa. Em 2016, 91% dos compradores pesquisaram online e o tempo médio de pesquisa foi de 16,5 dias, sendo que categorias como games e lazer, eletrônicos e artigos esportivos apresentaram um tempo maior de pesquisa com 19,5, 17,6 e 16,8 dias respectivamente.

O estudo também mostra que 62% dos perfis de compradores identificados têm alto envolvimento com a data: 22% deles são participativos, 22% empolgados e 18% apaixonados, esse panorama reforça o quanto os brasileiros têm enxergado a data como uma boa oportunidade. “O que identificamos neste ano, e é algo que vem crescendo nos outros, também é que a pré-Black Friday e o pós-Black Friday vêm esticando o período que se torna estratégico para as marcas fazendo com que, a partir do início de novembro, as ações já estejam presente na mídia”, diz Patricia.

Também apareceu na pesquisa o interesse por retirar os produtos na loja durante a Black Friday, que é duas vezes maior que no Natal. “Esse dado vem ajudando muitas empresas a integrar seu e-commerce com o estoque físico e ampliando a oferta de opções para a retirada em lojas físicas”, diz Patricia. Além dos dados comportamentais, o Google realizou uma pesquisa interna com as buscas de itens e marcas na data.

Entre os itens com rápido crescimento na busca está, TV 29 polegadas, microondas 30 litros e lavadora 11 kg. Na categoria moda, o destaque fica com jaqueta bomber, bota tratorada e saia de couro. Em 2016, diversos produtos além de eletrônicos e moda, apresentaram forte crescimento: 155% em pneus, 183% em colchões, 213% em cápsulas de café, 97% em passagens aéreas e 106% carrinhos de bebê, entre outros itens.

Compras pré-natal

Outro estudo, realizado pela GfK, mostra que o consumidor brasileiro está realmente determinado a ir às compras durante a Black Friday. O levantamento, feito em parceria com a Vivo Ads, considerou nove capitais brasileiras, e 1500 entrevistados com idades entre 18 e 55 anos, 69% deles pretendem comprar no período da Black Friday deste ano. Do montante, 68% afirmou estar disposto a comprar produtos eletrônicos ou eletrodomésticos, 39% a compra de roupa e acessórios e quase 9% pretendem comprar alguma viagem.

Entre as justificativas dadas pelos entrevistados, 58% disseram que o motivo era “comprar o que preciso pagando menos”, 21% alegaram “antecipar as compras do Natal pagando menos” e 20% deles alegou “comprar pagando menos, mesmo não precisando”.

“As respostas que recebemos atestam que a Black Friday virou, de fato, uma data onde o consumidor tem mais segurança de que pagará menos pelos produtos do que em outras datas. Ela, verdadeiramente, se firma como uma das datas mais importantes para o calendário do varejo brasileiro”, diz Gisela Pougy, diretora de negócios da GfK.

Outra conclusão do estudo é que o Natal vem perdendo força para a Black Friday. “Desde 2014, seguimos monitorando o desempenho do volume de vendas dessas três datas, novembro com Black Friday, dezembro com Natal e janeiro com saldão. Desde o ano passado, novembro superou dezembro, com 38% contra 29%, em volume de vendas e acreditamos que isso se consolide ainda mais esse ano”, afirma Gisela.

O estudo também quis saber em quais canais os consumidores pretendem fazer suas compras. Os resultados foram distribuídos de forma equilibrada, o que permite concluir que a Black Friday já não é só uma data de compras online. 39% dos respondentes disse que pretende comprar em lojas físicas, 25% fazer suas compras online e 33% disse que faria em ambos os canais.

Fonte: Meio&Mensagem

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